Uma vigilante foi procurada pela Polícia Federal após descobrir que seu nome, CPF e número de registro profissional haviam sido utilizados, sem autorização, em registros de uma empresa de segurança privada.
Os dados foram vinculados à equipe de vigilantes de dois eventos realizados em Santa Catarina, entre eles a 10ª Festa Nacional do Trator, em Irineópolis. A profissional, porém, não tinha vínculo com a empresa e não havia trabalhado nos eventos.
Após tomar conhecimento da situação, a vigilante acionou a Justiça para impedir o uso de seus dados e buscar reparação pelos danos causados.
Empresa é condenada
A Justiça de Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, condenou a empresa de segurança ao pagamento de R$ 7 mil por danos morais.
Durante o processo, a empresa alegou que os dados haviam sido inseridos a partir de indicação de representantes locais responsáveis pela formação das equipes e informou que o cadastro havia sido inativado em julho de 2025.
A Justiça, entretanto, entendeu que a empresa não comprovou a existência de autorização ou de outra base legítima para utilização dos dados da profissional.
Para o juízo, a associação indevida da identidade profissional da vigilante a atividades das quais ela não participou, inclusive identificada pela Polícia Federal, caracterizou dano moral.
O caso reforça a importância da proteção dos dados pessoais e profissionais dos trabalhadores da segurança privada.
Fonte: ND Mais
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